terça-feira, 14 de abril de 2026

VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO PREOCUPA ESPECIALISTAS E AUMENTA RISCO DE CASOS GRAVES ENTRE IDOSOS

O avanço de doenças respiratórias no Brasil tem acendido um alerta além da influenza. 

O Vírus Sincicial Respiratório vem ganhando destaque entre especialistas por seu potencial de causar complicações graves, especialmente em idosos.

Dados do Ministério da Saúde apontam que, no primeiro trimestre deste ano, o VSR foi responsável por 18% dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave com vírus identificados. 

Já levantamentos do boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz, indicam crescimento recente, com a proporção chegando a 19,9% entre março e abril.

Apesar dos números, especialistas alertam que os dados podem ser subestimados. Isso porque a testagem para o VSR passou a ser mais comum apenas após a pandemia de COVID-19, dificultando a real dimensão do problema.

Embora seja mais conhecido por afetar bebês sendo a principal causa de bronquiolite.

O vírus também representa risco significativo para adultos, principalmente idosos.

Isso se deve, entre outros fatores, à imunossenescência, que é a redução natural da imunidade com o avanço da idade, além da presença de doenças crônicas.

Estudos apontam que idosos infectados pelo VSR têm 2,7 vezes mais chances de desenvolver pneumonia e o dobro de risco de necessitar de UTI, intubação ou até evoluir para óbito, quando comparados a casos de influenza.

Pessoas com comorbidades, como doenças cardiovasculares, diabetes e problemas respiratórios crônicos, estão entre os grupos mais vulneráveis. 

Nessas condições, a infecção pode desencadear complicações graves, como infarto, AVC e agravamento da insuficiência cardíaca.

A vacinação é uma das principais formas de prevenção, porém, atualmente, os imunizantes contra o VSR para adultos estão disponíveis apenas na rede privada.

No Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina é ofertada apenas para gestantes, com o objetivo de proteger os bebês nos primeiros meses de vida.

Entidades médicas recomendam a imunização para pessoas entre 50 e 69 anos com comorbidades e para todos os idosos acima dos 70 anos, reforçando a importância da prevenção diante do aumento dos casos.Fonte: Agência Brasil

Da redação/ Maria Farias

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