O Ministério da Saúde deu início a um projeto-piloto que utilizará a semaglutida no tratamento de pacientes com obesidade atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A iniciativa será realizada com 250 pacientes acompanhados pelo Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul.
A semaglutida, princípio ativo de uma das chamadas "canetas emagrecedoras", será avaliada quanto à sua eficácia, impacto clínico e custo no tratamento da obesidade dentro da rede pública de saúde.
O estudo terá duração de dois anos e acompanhará pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças, como problemas cardíacos, além daqueles com indicação para cirurgia bariátrica.
Durante o projeto, serão analisados indicadores como perda de peso, qualidade de vida, resultados de exames clínicos, recuperação pós-operatória e os custos do tratamento.
O objetivo é verificar se a utilização do medicamento pode ser adaptada à realidade do SUS.
Para participar, os pacientes precisam já estar em acompanhamento no Grupo Hospitalar Conceição, ter diagnóstico de obesidade há pelo menos 12 meses e apresentar falha comprovada no tratamento convencional, incluindo dieta e prática regular de atividade física.
Também é necessário ter condições de realizar a autoaplicação do medicamento ou contar com um cuidador.
Apesar do início do projeto-piloto, a semaglutida ainda não faz parte da lista de medicamentos oferecidos pelo SUS.
Em 2025, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) recomendou a não incorporação da semaglutida e da liraglutida ao sistema público devido ao alto impacto financeiro, estimado em cerca de R$ 8 bilhões por ano.
Fonte: Agência Brasil


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