O Ministério Público do Paraná (MPPR) deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a segunda fase da Operação Chão de Giz, que investiga um suposto esquema de corrupção, fraude em licitações e favorecimento de empresas fornecedoras de asfalto em diversos municípios paranaenses.
A ação é coordenada pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, com atuação dos núcleos regionais de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).
Ao todo, estão sendo cumpridos 41 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal de Justiça do Paraná e por juízos das comarcas de Ortigueira e Palmital.
As investigações apontam a existência de uma organização criminosa formada por um grupo de empresas que atuava principalmente no fornecimento de asfalto para dezenas de municípios do estado.
Segundo o MPPR, há indícios de que agentes públicos tenham favorecido o grupo empresarial em processos licitatórios e na execução de contratos administrativos.
Em troca, empresários investigados teriam pago propina equivalente a um percentual dos contratos, que, em alguns casos, chegava a 10% do valor contratado.
Os mandados são cumpridos nos municípios de Grandes Rios (8 mandados, incluindo dois ex-prefeitos), Mauá da Serra (6 mandados, entre eles um ex-prefeito), Rio Branco do Ivaí (11 mandados, incluindo o atual prefeito), Ortigueira (10 mandados, entre eles o presidente da Câmara Municipal) e Laranjal (6 mandados, incluindo um secretário municipal).
A primeira fase da Operação Chão de Giz foi realizada em 2022 e teve como foco a investigação de crimes como corrupção ativa e passiva, organização criminosa, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e peculato, envolvendo agentes públicos dos municípios de Cândido de Abreu e Cidade Gaúcha.
Em 2024, os investigados foram acionados por improbidade administrativa e, em 2025, denunciados criminalmente pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de capitais.
As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e apurar a extensão do esquema.
Fonte: Ministério Público do Paraná (MPPR) e Equipe Atento à Rede.



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